quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Rapaz! Que dia! Que dia!

Meus olhos lacrimejam; não por estar lendo a mais emotiva manifestação humana (o amor impossível e suas consequências) mas por causa de uma negra e espessa fumaça que invade a torre dois com ímpeto.

A razão de tamanha afronta vinha de baixo. Ao localizar a origem, imediatamente entro em ação:

Moleques dos diabos!!! Quantas vezes já disse para vocês não inventarem de queimar pneu!!!

Acredito que minhas súplicas é a motivação para que eles continuem transformando o pior material, daqueles que emitem o mais fétido cheiro quando incendiados, numa massa disforme de lixo derretido.

Eu ei de pegá-los, malditos!! E quando isso acontecer, não terei piedade.



No outro dia sou acordado com fogos de artifício. Toda a vila estava em polvorosa. Um grande evento desenrolava-se em torno do castelo. Com direito a papéis coloridos recortados, pendurados em linhas que cortavam as barracas montadas sem qualquer planejamento; e pessoas em trajes adequados para a celebração, formando um conjunto harmonioso em meio ao caos. O cheiro forte de fritura despertava a fome dos animais carniceiros que insistiam em rodear a vila em busca de conforto. Em meio ao burburinho festivo, músicas típicas estrondavam e a alegria era geral.

Por um tempo fiquei observando àquilo com interesse. Quando meu pé principiou a bater no ritmo intruso que alcançava a torre, pensei em entrar. Contudo, uma força maior que eu não permitia afastar-me. Fiquei ali, no início analisando, mas por fim, apenas apreciando.

Um comentário:

  1. a parte do Frank reclamando dos muleques só lembrou tu. n sei se tu é o alter ego do frank, ou o frank o teu
    hehehee
    Que dia, que dia ehehehehheeh

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