terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uma análise sobre O Exterminador do Futuro - Parte 1

Concebido em 1984 por James Cameron, e transformando (por enquanto) numa quadrilogia de filmes para o cinema e numa série para a TV, O Exterminador do Futuro lança-nos questionamentos sobre diversos assuntos intrigantes, dentre eles, temos o paradoxo sobre a existência do líder da revolução contra as máquinas no futuro: John Connor.

Para entendermos melhor o que irei expor aqui, faz-se necessário um breve resumo da história. Para aqueles que se interessam por este tipo de película e ainda não tiveram a oportunidade de assistir a algum dos filmes, sugiro fazê-lo antes de ler esta análise.


Tudo começa no ano de 1984 quando, em lugares diversos e com uma diferença de tempo de poucos minutos, dois círculos surgem e trazem em seu conteúdo um exterminador, modelo T-800 (cyborg semelhante a um ser humano) e um homem chamado Kyle Reese. Após conseguirem vestimentas (ambos vieram nus), cada um trata de seguir em sua missão: encontrar uma mulher que será a mãe do principal responsável pela resistência dos humanos contra as máquinas, Sarah Connor.

O soldado Kyle Reese tem uma vantagem sobre o exterminador, pois possui uma foto da mulher que irá proteger, enquanto que o cyborg vai tentar encontrá-la eliminando todos os alvos que se denominem Sarah Connor. Antes de deparar-se com o principal alvo, o rôbo mata duas mulheres que antecederam Sarah na lista telefônica, além da única amiga dela por engano.

Felizmente, Kyle resgata Sarah e fogem. "Venha comigo se quiser viver".

Segue-se uma perseguição (elemento marcante em todos os filmes), terminando por despistar o exterminador, que sofre algumas avarias. Kyle e Sarah acabam na delegacia. Ele é tido como lúnatico por descrever eventos que supostamente irão ocorrer, enquanto ela é protegida pelos policiais.

"I'll be back!"

O exterminador invade o local, mantando a grande maioria das pessoas que ali estava. Contudo, Sarah e Kyle conseguem novamente fugir.

O casal acaba se afeiçoando e consumam o ato que irá gerar o líder da resistência. O grande paradoxo da história.

Ao mandar Kyle para o passado, John Connor não garante apenas sua existência, mas também a inevitável ocorrência de todos os eventos que o obrigarão realizar este ato. Um ciclo infinito, caso estivermos falando de uma só linha do tempo. Mas, como iremos comprovar nas sequências, o futuro modifica à medida que novos elementos são incorporados, criando uma nova linha do tempo, cuja definição só se dará quando não mais fizerem filmes da série.

O que se nota aqui é: John Connor sempre mandará seu pai para o passado para que ele possa ser gerado. Enquanto John Connor existir, existirá a Skynet (empresa que no futuro se torna ameaça).

Tendo conhecimentos sobre o que ainda irão acontecer, ele vai moldando o seu futuro, tomando como base as parcas informações que vão sendo disponibilizadas. Mas ele sempre estará à frente de todos. Será tratado como profeta.

A relação dele e da Skynet é indissociável. E toda a história do O Exterminador do Futuro se baseia nessa relação.

Ficam as perguntas: quem teve a ideia de enviar alguém ao passado primeiro? John ou a Skynet? No filme aparece primeiro o exterminador, mas isso não quer dizer que tenha sido realmente o primeiro. Quando se mexe com viagem no tempo, é inseguro afirmar qualquer coisa.

Aguardem a parte 2.

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